segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Noite perturbadora


A escuridão estava tomando minha mente, ecos pelos corredores do prédio, minha memória estava sendo apagada, minha mente somente questionava, estava perdendo o controle sob meu corpo, a angústia apareceu junto com a dor e o desespero. Senti tocar em algo, notei que estava preste a abrir uma porta, a escuridão permanecia, tinha perdido todas as minhas forças, caí no chão, fechei meus olhos, senti a presença de alguém, alguém que estava perto, senti uma respiração quente sob meu rosto que fez meu corpo enrijecer, passei a suar frio, não tive forças para correr, permaneci deitada sob o chão, ouvi meu nome sendo sussurrado. Abri meus olhos, a escuridão não permitiu que eu visse nada, minhas pernas estavam adormecidas, tentei gritar, mas seria inútil, ninguém se encontrava naquele prédio além de mim. Lembrei que o celular estava no bolso da minha calça, quando movimentei meu corpo para poder pegar o celular, algo me impediu, meus braços estavam presos, algo estava me arrastando, meus gritos foram interrompidos por choros de crianças. Minhas pálpebras reagiram com a claridade que tomou o prédio, olhei para os lados e encontrei várias crianças chorando, com vários ferimentos pelos corpos delas. Aquela cena era perturbadora, meu olhos ardiam como fogo. Ouvi mais sussurros e então compreendi este pesadelo, quando ouvi uma voz grave: - A justiça sempre será feita enquanto eu estiver presente, você está pagando pelos seus atos inesquecíveis, sua matéria é mortal mas sua alma é imortal, o sofrimento e sua repugnância por estes indivíduos será cara.


Por: Gabrielly M.

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